Amo quando o inesperado acontece. Como as palavras saem tão tranquilamente. Amo estar extasiada depois de tanto tempo.

Quando já me via perdida, encontrei um ponto no qual poderia me segurar, uma forma para a queda ser bem menor da próxima vez.

Não me via mais a menina de ontem, mas sim um eu que já me dá vontade de sair por aí dando pequenos pulinhos de felicidade, dessa vez verdadeiros.

Um livro, uma nova banda com uma música maravilhosamente viciante, um chá extremamente gelado, uma calma, um dia sem brigas. Ah, saudades!

Me sentia bem depois de séculos, a calmaria prevalece.

Quero me segurar em algo novo, tentar coisa novas, dar um jeitinho a mais e sempre tentar ter tempo para encontrar a felicidade, espero que um dia todos encontrem ela também.

Sei que isso é apenas uma fase e que como outras boas e ruins ela vai passar, todavia, enquanto não volto a ser espectadora da minha própria vida, posso aproveitar não é mesmo?!

Voltar para as minhas sessões de cinema sozinha, ver os desenhos animados com o meu primo enquanto a gente monta um lego novo, ou até mesmo falar sobre a minha nova paixão no personagem do livro com a minha mãe ao som de "boys in books are better".

Amo não estar como antes, mesmo que as vezes bata aquela saudade. Mas toda vez que vejo algo antigo misturado com algo novo me dá mais um motivo maravilhoso para continuar e não desistir logo agora, logo nos últimos meses do ano.

Essa noite, antes de dormir e ter a ideia de começar um texto sem ser com pedaços soltos de uma suposta história que super daria certo na minha cabeça, fiz a mesma rotina de sempre: Li a última página do livro, deixei todas as emoções tomarem conta de mim e fiquei logo ansiosa para ler a continuação; escovei os dentes; bebi água; e dei um berro para meus pais, mesmo que eles já estivessem dormindo, de boa noite.

Minha mãe falou já baixinho "boa noite", já meu pai preferiu me presentear com um super ronco para me manter mais feliz e lembrar do passado já apagado.

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